Informações do G1.com

Finalmente hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina o decreto com o cronograma para a implantação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no Brasil. O ato ocorre na ocasião de comemoração dos 100 anos de morte de Machado de Assis, a partir das 15 horas desta segunda-feira, na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro.
O Acordo vai ser implantando gradualamente em um processo que só deve ser concluído em 2012. Apesar disto as mudanças na ortografia começam a valer já em 2009 e em 2010 chegam aos livros escolares.

 

Em tempo - Entre as mudanças na escrita estão o fim do trema, mudanças no emprego do hífen, inclusão das letras w, k e y no idioma, além de novas regras de acentuação. Até 2012, concursos públicos e vestibulares vão aceitar as duas formas de escrita: a atual e a modificada.

Esta semana fiquei muito orgulhosa de ler um artigo de Gilberto Dimenstein na Folha OnLine. Sempre GDadmirei o trabalho deste grande jornalista e agora minha estima por ele é ainda maior.

Recentemente o Ministério da Educação (MEC) divulgou os novos Indíces de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) festejando uma “melhora na educação brasileira”. Dimenstein não contou conversa e expressou de forma majestosa sua opinião, que condiz exatamente com o que eu pensei ao ler algumas notícias sobre a divulgação do MEC.

 Abaixo o texto da coluna “Pensata“:

 

Melhorou, mas está péssimo

O ranking de qualidade do ensino (Ideb) divulgado pelo Ministério da Educação pode ser comemorado porque se atingiu uma meta prevista para 2009. Mas ninguém pode ser iludir –o resultado é péssimo. Terrivelmente péssimo: os jovens saem da escola, no final do ensino médio, sem saber ler e escrever direito.

A melhoria pode ser atribuída a uma série de fatores: 1)os esforços de governos para formar os professores e aprimorar os currículos; 2) a valorização das metas; 4) pressões de toda a sociedade para evitar o abandono; 4) por questões demográficas, há menor taxa de natalidade, logo menos pressões por matrícula no ensino fundamental.

Há quem argumente (e com razão) que a meta estabelecida para 2007 era baixa. Com isso, se facilitou o pulo para 2009.

Nosso drama é que existe uma corrida. Fixamos para 2022 atingirmos a meta dos países em desenvolvimento. Só que, nesse ano, esses países estarão mais avançados ainda.

A grande notícia, essa sim extraordinária, é como a educação brasileira está aprendendo a acompanhar qualidade de ensino –esse tipo de indicador é o que vai municiar a pressão crescente dos cidadãos.

 

Parabéns Gilberto!

 Jaiane Lima

Esta semana dois eventos importantes para os interessados em comunicação e cultura acontecem em Salvador. O primeiro começou na segunda-feira, 26 de maio, e está sendo promovido por faculdade particular. É o Policom (Congresso de Comunicação Social e Políticas Culturais), da Faculdade 2 de Julho, que através de diversas palestras e mesas de debate aborda o tema “Redes Comunicacionais e Tecnologias Culturais – Interseções Possíveis”.

O congresso se encerra hoje (28 ) e contou com a participação de professores das universidades estaduais da Bahia (UNEB), de Feira de Santana (UEFS) e de Santa Cruz (UESC), além de exibir em sua programação mostras de documentários e exposições gráficas.

O segundo evento acontecendo na Bahia já tem grande destaque nacional. Trata-se do IV Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (Enecult), realizado pela Universidade Federal da Bahia, que inicia suas atividades hoje. Na ocasião da abertura serão realizadas mesas-redondas que debaterão sobre o objetivo do evento e sobre as políticas culturais na Ibero-América. O evento se estende até o dia 30 de maio e acontece no campus da Faculdade de Comunicação – Facom – na Ondina, no Salão Nobre da Reitoria, Canela, e no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), na Avenida Contorno.

Atualmente o Enecult é um dos mais importantes encontros científicos dessa categoria no Brasil. Este ano devem participar do encontro pesquisadores de vários estados do país, além de estudiosos convidados da Argentina, México, Peru, Portugal, Estados Unidos e Itália.

O Ministro da Cultura, Gilberto Gil, diz que o Acordo Ortográfico é benéfico para todos os usuários da Língua Portuguesa e que o Brasil foi um dos países que primeiro ratificou a Convenção da Unesco relativamente à Diversidade Cultural, e que vai pressionar o mais diplomaticamente possível os outros países lusófonos para a ratificarem também e conta com o apoio de Portugal nesse sentido. O governante esteve em Lisboa e recebeu um doutoramento Honoris Causa em Museologia, atribuído pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, considerou que “ao levar as pessoas a discutirem a língua, o acordo ortográfico já está a prestar um grande serviço. Colocando uma nota de humor no seu discurso, o compositor e intérprete baiano disse não saber se estava a ser “distinguido” ou distingüido”, aludindo a uma controvérsia sobre o abandono do trema na ortografia brasileira após a entrada em vigor do acordo.

Uma espécie de audição pública, chamada de Conferência Internacional, aconteceu na última segunda-feira, 7 de abril, na Sala do Senado da Assembléia da República, em Lisboa. Na ocasião deputados, embaixadores, lingüistas, catedráticos, editores, membros de institutos e associações da língua portuguesa debateram sobre o Acordo Ortográfico proposto pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A conferência foi organizada pela comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura de Portugal e deu abertura para os presentes fazerem intervenções contra e a favor do Novo Acordo. 

Defensores das mudanças dizem que o português é uma língua oficial em oito países, mas que tem duas ortografias bem diferentes. Para eles isso dificulta o reconhecimento internacional do idioma. Os que se opõe ao Acordo Ortográfico alegam que as alterações na língua vão exigir um gasto de milhões de euros na edição de novos livros e que isto beneficia apenas os interesses nacionais brasileiros, sobretudo editoriais.

Assista abaixo a reportagem do Jornal da Tarde na RTP1 sobre a Conferência.

 

 

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