Esta semana fiquei muito orgulhosa de ler um artigo de Gilberto Dimenstein na Folha OnLine. Sempre
admirei o trabalho deste grande jornalista e agora minha estima por ele é ainda maior.
Recentemente o Ministério da Educação (MEC) divulgou os novos Indíces de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) festejando uma “melhora na educação brasileira”. Dimenstein não contou conversa e expressou de forma majestosa sua opinião, que condiz exatamente com o que eu pensei ao ler algumas notícias sobre a divulgação do MEC.
Abaixo o texto da coluna “Pensata“:
Melhorou, mas está péssimo
O ranking de qualidade do ensino (Ideb) divulgado pelo Ministério da Educação pode ser comemorado porque se atingiu uma meta prevista para 2009. Mas ninguém pode ser iludir –o resultado é péssimo. Terrivelmente péssimo: os jovens saem da escola, no final do ensino médio, sem saber ler e escrever direito.
A melhoria pode ser atribuída a uma série de fatores: 1)os esforços de governos para formar os professores e aprimorar os currículos; 2) a valorização das metas; 4) pressões de toda a sociedade para evitar o abandono; 4) por questões demográficas, há menor taxa de natalidade, logo menos pressões por matrícula no ensino fundamental.
Há quem argumente (e com razão) que a meta estabelecida para 2007 era baixa. Com isso, se facilitou o pulo para 2009.
Nosso drama é que existe uma corrida. Fixamos para 2022 atingirmos a meta dos países em desenvolvimento. Só que, nesse ano, esses países estarão mais avançados ainda.
A grande notícia, essa sim extraordinária, é como a educação brasileira está aprendendo a acompanhar qualidade de ensino –esse tipo de indicador é o que vai municiar a pressão crescente dos cidadãos.
Parabéns Gilberto!
Jaiane Lima